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Notícia inserida em
04/06/2010      

Estreia com vitória

Brasil, do parceiro Bernardinho, vence a Bulgária

Para quem, preocupado, temia um tropeço, o primeiro passo na caminhada rumo ao eneacampeonato na Liga Mundial foi um alívio. A ideia era poupar as três principais estrelas, mas Bernardinho, que já não contava com Serginho, lesionado, preferiu mudar parte do plano. Rodrigão foi titular, e Dante, que não jogava desde Pequim-2008, passou um pouco de sua experiência no primeiro set. Giba, apesar dos apelos da torcida, ficou mesmo no banco e, de lá, viu a renovada seleção brasileira sair de quadra com uma vitória suada na estreia. Venceu, de virada, a Bulgária, por 3 sets a 1 (22/25, 25/20, 26/24, 25/23), em Uberlândia. Os times voltam a se enfrentar neste sábado, às 9h30m, novamente no ginásio Sabiazinho. A TV Globo transmite ao vivo.

Bernardinho decidiu começar a partida com Rodrigão em quadra, ao lado de Bruninho, Lucão, Thiago Alves, Murilo, Leandro Vissotto e o líbero Mário Júnior, que carregava a responsabilidade de substituir Serginho, eleito o melhor da posição.

E foi justamente com Rodrigão, em um bloqueio triplo, junto com Lucão e Thiago Alves, que o Brasil conseguiu passar à frente pela primeira vez, no quarto ponto. Mas a Bulgária, lançando mão de sua principal qualidade - o bloqueio -, abriu cinco pontos de vantagem após um ataque de Kaziyski (12 a 7), melhor jogador do time.

Murilo conseguiu virar uma bola e quebrar a seqüência búlgara. Mas Kaziyski, dez centímetros mais baixo que Leandro Vissotto (2,11m), superou o paredão brasileiro e manteve a diferença. Ela aumentou em um bloqueio de Aleksiev (15 a 9).

Thiago Alves chamou a responsabilidade e, com dois pontos de saque, diminuiu a vantagem para apenas dois pontos (17 a 15). Foi quando o treinador búlgaro parou o jogo. O ritmo caiu, e Bernardinho partiu, definitivamente, para o plano B: chamou Dante – que não jogava desde as Olimpíadas de Pequim-2008. O time voltou a encostar (23 a 22), mas parou por aí.

 No segundo set, Dante voltou para o banco. O jogo ficou equilibrado, e o Brasil, com dois ataques seguidos de Murilo, ajudado por Bruninho, chegou ao que era, até então, seu melhor momento no jogo: 11 a 7. E não parou. Thiago Alves acertou um ataque e, em seguida, novamente Murilo, depois de Mário Jr. recuperar uma bola com um “peixinho”, abriu 18 a 12. Os búlgaros tentaram se manter vivos e, quando a diferença caiu para três pontos, foi a vez de Bernardinho pedir tempo. Faltavam quatro pontos para fechar a parcial. O do set veio de presente, em um saque para fora: 25 a 20.

Na volta do intervalo, Bernardinho mandou Théo para o aquecimento. Enquanto Murilo se destacava, Vissotto deixava a desejar, mas foi mantido em quadra. A Bulgária saiu na frente, porém o Brasil se manteve na cola. E um bloqueio do “baixinho” Thiago Alves - de 1,94m - sobre Sokolov, marcou a virada. Foi aí que parte do “plano A” de Bernardinho enfim começou a dar certo. Thiago, Lucão e Bruninho – destaques do Florianópolis, campeão da Superliga – tiraram proveito do entrosamento. Mas os búlgaros ainda davam trabalho. O primeiro set point veio depois de um bloqueio de Thiago Alves. Na sequência, foi a vez de o bloqueio rival funcionar. O Brasil reclamou de bola fora, mas nada adiantou. O troco veio em um saque para fora. E Rodrigão, com um ataque na diagonal, fechou em 26 a 24.

A seleção conseguiu manter a calma e explorar um dos fundamentos que mais funcionavam no jogo, nos dois lados da quadra: o bloqueio. Foi com ele que Lucão e Murilo conseguiram abrir 12 a 7 no terceiro set. Os búlgaros diminuíram a vantagem para dois pontos depois que o árbitro deixou passar um toque na rede de Todorov. Bratoev, com uma bola de segunda, fez o time encostar em 17 a 16. E Vladimir Nikolov empatou em 18 ao explorar o bloqueio brasileiro.

Desesperado com a arbitragem, Bernardinho parou o jogo.

- Na dúvida, o ponto era deles - disse.

Vissotto cometeu um erro, mas Murilo, na seqüência, saltou tão alto em um ataque que chegou a atingir, na queda, um jogador adversário. Giba, do banco, parecia calmo. Parecia saber que era uma questão de tempo. Ele estava certo. Com dois erros búlgaros, o Brasil abriu dois pontos (23 a 21). Thiago Alves sacou na rede. Aleksiev devolveu a gentileza. Rodrigão foi para o saque, Thiago foi parado pelo bloqueio no primeiro match point. Murilo, de novo ele, acertou o braço e garantiu a vitória.

Fonte: Globo.com


 
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